27 de setembro de 2013

Jornal Nacional destacou seca na região do Seridó


No Rio Grande do Norte, a pior seca dos últimos 50 anos pôs em situação de emergência mais da metade dos municípios. O JN destacou a situação, usando como plano de fundo a cidade seridoense de Equador.
Não é fácil ficar entre os primeiros da fila. A espera pelo caminhão pipa é sofrida. “A gente tem que se conformar com o que Deus faz, com a vontade dele”, diz Maria Alzira da Conceição, aposentada da cidade de Equador, na região do Seridó. Lá,cada família tem direito a, no máximo, 30 litros d’água por dia. Os sertanejos estão acostumados a enfrentar as secas e os medos. Mas quem tem menos de 50 anos e nunca enfrentou tanta falta d’água, tem medo do futuro.
“Agora só um milagre. Esperar que Deus tenha misericórdia da gente”, lamenta Geneide Nunes de Souza, dona de casa.

Nuvens escuras renovam as esperanças. Às vezes até chove um pouco aqui, outro pouquinho ali, mas não é suficiente para melhorar a vida do sertanejo. Em vários municípios choveu menos de 100 milímetros este ano. E os meses que poderiam ter sido de muita chuva, ficaram para trás.
Barragens secaram e dezenas de açudes que abastecem cidades com mais de 5 mil habitantes estão muito abaixo da capacidade. Uma delas tem menos de 9%. Água para no máximo noventa dias. Quase 90% dos 167 municípios do Rio Grande do Norte permanecem em situação de emergência. Meio milhão de pessoas são castigadas pela seca no estado.
No campo, o desespero dos agricultores. Eles cortam e queimam o que sobrou do xique-xique, numa tentativa desesperada de salvar as vacas poucas que sobreviveram.
“Setembro, novembro, outubro não chove mais. É triste a situação”, comenta José Leonice de Moraes, vaqueiro.
Um pecuarista perdeu 400 animais e deixou de produzir 1,5 mil litros de leite por dia. Só sobrou o curral vazio e a dívida de mais de R$ 200 mil com o banco.
“Perdi tudo. Só tenho essas vaquinhas aí. E fé em Deus pra ver se consigo de novo”, declarou José Alzivá de Azevedo, pecuarista.


JN

Nenhum comentário:

Postar um comentário