1 de outubro de 2013

Seridó e Oeste do RN são uma das melhores áreas para captação de energia solar do país



O Rio Grande do Norte está localizado na melhor área de insolação direta do Brasil. A região do Seridó e da Tromba (na região do Alto Oeste), em especial, apresentam potencial elevadíssimo para geração a partir de fonte solar”. A afirmação é do diretor geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais (Cerne), Jean Paul Prates.

Para se ter ideia do que isso representa, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim usou seu perfil em uma rede social para citar uma informação da International Energy Agency onde diz que “a luz do sol que atinge a terra, durante 90 minutos, é suficiente para fornecer energia para o planeta por um ano.

A geração de energia fotovoltaica é um novo mercado que se tornou ainda mais promissor no país após a Resolução 482/12 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamentou a geração de energia solar a partir de qualquer residência ou estabelecimento comercial até 1,1 MW.


No Rio Grande do Norte, vários grupos já atuam no desenvolvimento de projetos fotovoltaicos para residências e estabelecimentos comerciais. Fábio Amaro, diretor do New Energy Group, presume que até o final do ano vários prédios comerciais e residências estejam com painéis fotovoltaicos gerando energia elétrica. “Vários projetos estão sendo submetidos à Cosern, acreditamos que até dezembro teremos pequenos sistemas operando em Natal. O RN é a região de maior probabilidade e certeza de sucesso, por isso atrai grandes grupos com maior média de horas de sol no Brasil, até 5,9 Kwh/hora”, explicou Amaro.

De acordo com o diretor comercial das empresas Energia Zero e SunEdison no Brasil, Diogo Azevedo, a nova regra possibilita a qualquer cidadão fazer o autoconsumo da energia, o que abre um mercado com grande potencial de exploração pela indústria.


Atualmente para uma residência com quatro pessoas, um sistema de energia fotovoltaica custa em média R$ 18 mil com retorno médio do investimento entre seis e sete anos. “Para residências, o sistema fotovoltaico apresenta seguramente vida útil até 50 anos, com garantia média de 25 anos, manutenção praticamente mínima, material resistente. A expectativa é que, em até cinco anos, os custos da energia solar popularizem-se e a matriz energética renovável possibilite desenvolvimento para os pequenos consumidores, bem como para receber grandes indústrias”, afirmou Amaro.

Segundo projeções da SunEdison, para abastecer todo o Rio Grande do Norte seria necessário 1 Gigawatt de energia fotovoltaica, por isso o mercado terá oportunidades muito favoráveis para crescer. “É um mercado que vai atrair milhões de consumidores em todo o Brasil, no RN não será diferente, não pode deixar a oportunidade passar”, disse Diogo.

Leilão em novembro é o primeiro passo
No dia 18 de novembro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) realizará o primeiro leilão de energia solar A-3 no país. Foram inscritos 119 projetos, dos quais cinco são do Rio Grande do Norte com capacidade de geração de 115 MW.




Fonte: Portal no ar

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