27 de março de 2015

Cisternas têm transformado a vida dos agricultores da Serra de Santana

Por: Marcos Dantas

Hortaliças da Dona Fátima Lopes - Foto: Marcos Dantas
Hortaliças da Dona Fátima Lopes – Foto: Marcos Dantas
Quem chega no Assentamento João Milanês, na Zona Rural de Lagoa Nova não consegue imaginar que a região do Seridó esteja enfrentando uma de suas maiores estiagens, pela escassez de chuvas. Graças às tecnologias implantadas pelo Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), aliada a parcerias com os Governos Federal e Estadual, centenas de familiares de Lagoa Nova, Cerro Corá e Bodó foram beneficiadas com a construção de cisternas, através dos Programas Primeira e Segunda Água.
As de 16 mil litros são destinadas apenas para o consumo humano, e as de 54 mil para a produção de hortaliças e de outros produtos e atividades da Agricultura Familiar. A história de Dona Fátima Lopes serve de exemplo para muitos, e não é a toa que sua humilde residência virou intercâmbio para conhecimento das experiências do Seapac. Com a Cisterna Calçadão, que recentemente transbordou com as últimas chuvas, Fátima e seu esposo produzem vários tipos de hortaliças e frutas, que são vendidas nas comunidades de Lagoa Nova, e demais município da Serra de Santana.
Minha vida mudou quase 100% depois da cisterna. Hoje eu posso produzir coentro, alface, cenoura, abacaxi, beterraba, pimentão, couve-flor, rúcula, acelga, batata-doce, tudo sem uso de agrotóxico. A procura é grande demais. Só eu sei quanto entra no nosso orçamento mensal com a venda destes produtos”, explicou. Lidiane Maria da Silva, moradora do Assentamento Domingos é outra que só tem motivos para se alegrar, com a chegada as cisternas construídas pelo Seapac.
Ela destaca que um dos principais problemas que afetava a comunidade, a falta d’água, deixou de existir, e como a chuva encheu completamente sua cisterna de 16 mil litros, agora sua família tem água suficiente para beber e cozinhar o ano inteiro. “Antes da cisterna faltava muita água aqui, a gente passava até 15 dias sem água. Agora não vai faltar mais. Realmente mudou o dia a dia do nosso povo”. Somente no Assentamento José Milanês foram construídas 39 cisternas, que deve beneficiar aproximadamente 200 pessoas. A atuação do Seapac junto a comunidade é elogiada por José Pedro da Silva, presidente da Associação Rural José Milanês.
Fotos: Marcos Dantas
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